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04jan

Brasil precisa – e pode! – expandir suas fronteiras digitais

 
Na última semana foi realizado em Dublin o Web Summit, o maior evento de startups da Europa. Pela primeira vez, participamos do congresso com a In Loco Media para, ao lado de empresas e clientes nacionais e internacionais, conhecer de perto as últimas inovações da indústria digital.
 
Para descobrir o que empreendedores de todo mundo levaram para capital irlandesa e beber na fonte da inovação global, acompanhei com atenção a sessão de exibição das startups. Participaram do encontro startups em fase de ideia (ALPHA), fase de lançamento (BETA) e fase de crescimento (START), na qual ficou classificada a In Loco Media e por onde já passaram ícones como AirBnb, Uber, Twitter e Stripe.
 
A partir da sessão de palestras, separei os principais temas que foram debatidos sobre o mercado de marketing digital:
Mobile is eating the world
Benedict Evans, sócio do fundo de venture capital Andreessen & Horowitz, deu um show ao mostrar o histórico da adoção dos computadores, dos mainframes até os computadores pessoais, chegando no mobile, o primeiro que irá atingir 100% da população, o que terá implicações gigantes no mercado, criando uma competição jamais vista, gerando uma evolução tecnológica em ritmo muito mais acelerado.
 
Em 2015, o mobile ultrapassou o desktop em todas as métricas: usuários, tempo de uso e investimento em mídia.
 
Metrics that matter
A palestra do CMO da AdRoll, Adam Berke, foi uma lição para os profissionais que se apegam às métricas pouco úteis. Ele mostrou como o seu time de marketing trabalha diretamente com seu time financeiro e as métricas são definidas e calculadas em conjunto.
 
O modelo de atribuição do last-click também foi fortemente criticado. Adam trouxe como exemplo um consumidor na fila do caixa em uma loja física que recebe um cupom de desconto e o varejista conclui, erroneamente, que aquela compra foi necessariamente gerada por conta do cupom.
Com a gigantesca variedade de pontos de contato com o consumidor, sua marca não pode dar crédito apenas para a última que interagiu com ele. Tudo tem que ser mensurado. Para isso, ter uma boa estratégia de dados é um passo indispensável antes da estratégia de compra de mídia.
 
Aprendizados com os Beacons
Meses depois do lançamento do iBeacon pela Apple, centenas de novas startups foram criadas para explorar o equipamento. Boa parte delas focaram na distribuição de publicidade, mas nada virou um grande negócio. As grandes dificuldades são a necessidade de comprar, instalar e manter os equipamentos, além de desenvolver apps específicos para se comunicarem com os iBeacons.
Ocorre agora uma nova onda de aplicações, dessa vez mais maduras, que focam em distribuição de conteúdo localizado para usuários já fiéis a uma marca. O principal uso tem sido na área de Internet das Coisas (IoT), permitindo que dispositivos móveis se comuniquem com outros objetos.
 
Publishers tradicionais vs. Plataformas de conteúdo
O painel com o CEO do Washington Post, Steve Hills, o fundador do Rebelmouse, Paul Berry, e o VP de Marketing da Vox Media, Jonathan Hunt, moderado pela Aine Kerr, editora do Storyful, acabou em um consenso de que os publishers não podem tentar brigar com plataformas de conteúdo, pois é lá onde está o consumidor.
A solução é se associar com as plataformas e distribuir seu conteúdo nelas, além de usar toda expertise em storytelling para criar e distribuir conteúdos das marcas. Foi interessante ver que o Washington Post está criando a própria plataforma de tecnologia de distribuição de conteúdo, produto que vai começar a ser licenciado para as marcas.
De tudo que vi e ouvi, fiquei entusiasmado ao perceber que a In Loco Media, primeira rede de publicidade mobile baseada em localização indoor do mundo, está na ponta de lança das inovações que unem mobile, geolocalização, conteúdo customizado e direcionado, além de métricas mensuráveis que indicam precisamente o retorno do investimento e as taxas de conversão.
O interesse por nossas soluções, e a confirmação de que nosso modelo de negócios está alinhado com as principais tendências, sedimentou nossos planos de iniciar nossa expansão para Europa, onde o mobile apresenta índices de penetração impressionantes e há um setor varejista muito fértil para introdução de inovações focadas em marketing de performance.
O Brasil não fez feio em Dublin. E muitos empreendedores também estão prontos para zarpar rumo ao Velho Continente e outros mercados promissores para o mobile, como os Estados Unidos e a Ásia. É hora de expandir fronteiras e mostrar nossa capacidade de inovação. Vamos içar as velas digitais e navegar para terras online onde o Brasil ainda não é, mas tem tudo para ser referência mundial em tecnologias disruptivas. Quem vai embarcar nessa?
 
*André Ferraz é CEO e fundador da In Loco Media
Fonte: http://www.b2bmagazine.com.br/index.php/negocios/item/5965-brasil-precisa-e-pode-expandir-suas-fronteiras-digitais

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